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Colocando ervas marinhas no mapa da África Ocidental

Conteúdo originalmente publicado em news.grida.no

Um novo projecto sobre ervas marinhas foi lançado hoje em Dakar, no Senegal.

ResilienSEA é coordenado pelo GRID-Arendal e financiado pela MAVA, uma fundação seadeada na Suiça e com ampla experiência na África Ocidental. O projecto concentra-se em quatro estratégias: conhecimento científico, capacitação, comunicação e desenvolvimento de novas políticas públicas conscientes.

A Wetlands International irá liderar o desenvolvimento de capacidades e o Secretariado da Convenção de Abidjan encarregar-se-á da estratégia política. O GRID-Arendal será responsável pelo desenvolvimento de conhecimento científico, pela estratégia de comunicação e pela coordenação geral do projecto.

Cerca de sessenta espécies de ervas marinhas habitam as zonas costeiras e marítimas do nosso planeta – desde zonas entremarés pouco profundas até 90 metros abaixo da superfície, com excepção da Antártida. Os prados de ervas marinhas são um dos habitats mais importantes do oceano, servem de berçário e área de alimentação para peixes, protegem o litoral, e armazenam carbono. Ao mesmo tempo, as ervas marinhas constituem um dos ecossistemas menos conhecidos do mundo e precisam urgentemente de proteção.

A principal razão para a falta de proteção mencionada é a escassez de informação sobre a distribuição e saúde das ervas marinhas. Em zonas onde a informação é mais vasta, a conservação destas é melhor. No entanto, com excepção de zonas na costa da Mauritania, tem havido pouco trabalho de mapeamento de ervas marinhas na África Ocidental.
O ResilienSEA reune gestores ambientais e investigadores para coleccionar dados e criar expertise nacional e regional na costa ocidental Africana. Para além disso, o projecto irá:

  • Avaliar os dados disponíveis a nível regional e criar mapas nacionais e regionais de distribuição de ervas marinhas;
  • Trabalhar com instituições nacionais para identificar e agrupar conjuntos de dados anteriormente indisponíveis ou com distribuição limitada, e usar esses dados para melhorar a precisão dos mapas regionais e nacionais;
  • Quantificar e comunicar os benefícos e serviços provisionados pelos habitats de ervas marinhas tanto para as comunidades locais como para orgãos de decisão nacionais e internacionais;
  • Treinar investigadores e gestores nacionais em diversos tópicos de interesse (índice de saúde das ervas marinhas, análise de vulnerabilidade e ameaças, opções de financiamento da conservação, etc.) a fim de garantir a sustentabilidade dos programas de monitorização;
  • Conduzir um conjunto de actividades de divulgação e comunicação direccionadas à consciencialização, responsabilização e administração dos habitats.

O ResilienSEA será executado pelos próximos três anos.

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